segunda-feira, 6 de agosto de 2018

MARCELO XAVIER, OTIMISTA INCORRIGÍVEL


Hoje vou escrever um  texto sobre Marcelo Xavier, um grande amigo que frequenta a Asa de Papel. Está sempre alegre, comunicativo, disposto a ajudar as pessoas. É artista, de múltiplas facetas, trabalha com livros infantis a partir de ilustrações feitas com  massas coloridas. As crianças adoram ouvir histórias daquele artista que, sentado em  sua cadeira de rodas, se torna também uma criança, da mesma altura delas.  Anda pelas ruas da cidade, no meio do trânsito, sempre sorrindo, feliz. Antes de ser cadeirante, descobriu a arte.

“É formado em Publicidade pela PUC Minas e artista plástico autodidata. Já fez muitas coisas na vida. Ilustrou livros, criou e realizou inúmeros projetos gráficos, produziu e dirigiu programas para a televisão, trabalhou em publicidade, com cenografias, figurinos e adereços para espetáculos de teatro, música, dança, carnaval e programas de TV.

São palavras dele: “Num belo dia de 1986, uma bola de massinha caiu do céu e me atingiu em cheio. Misturei-me a ela e saímos rolando pelo mundo das histórias infantis, das ilustrações tridimensionais e exposições. Essa bola cresceu e, hoje, rola pelo Brasil em oficinas de modelagem e, fora do país, nas traduções de alguns títulos em inglês, espanhol e japonês. Entre suas obras estão “Tem  de tudo nesta rua“, “Asa de papel”, “TOT”, “Se criança governasse o mundo”, que tornaram-se bastante conhecidas do público e receberam  importantes premiações.”

Olho com grande admiração este artista possuidor de tantos prêmios.  Marcelo Xavier, em seus textos de muita criatividade, nos conduz ao seu mundo de forma  positiva.
“Foi num domingo, rodando em minha cadeira de rodas, por ruas vazias do bairro , que percebi estar ali o transporte do futuro, a solução para o insuportável trânsito nas cidades, enfim – silencioso, limpo, econômico e numa escala humana.

Enquanto o motorista de um carro sai arrastando pela cidade um  monte de aço, de combustível caro e espaço ocioso, envolto pela irritante trilha sonora do motor e uma nuvem de gases poluentes, a cadeira motorizada desliza silenciosamente, a uma velocidade segura por locais em que transitam pessoas de todas as idades e condições de locomoção.”

 “Sou, sim, um otimista incorrigível
Um bem-humorado irritante.
Como assim? Esse cara que não
Anda, portador de uma doença
Degenerativa sem cura, rindo
Desse jeito?
Sinto decepcioná-los, queridos
Pessimistas, mal-humorados
E fatalistas à minha volta.”

“Todo mundo cabe no mundo” é o título de um bloco carnavalesco criado por ele, que atrai as pessoas pela sua proposta de contemplar a inclusão e a diversidade.”
 (Postagem com trechos do livro “A estranha”, de Marcelo Xavier)

*Fotos da internet

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