quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

MEDITAÇÃO

Acabo de ler o artigo do jornalista Gilberto Dimenstein publicado na Folha de São Paulo (domingo, 6 de fevereiro). Neste artigo, Dimenstein analisa o trabalho que está sendo feito na Universidade de Harvard, nos EUA, sobre os efeitos da meditação budista nas pessoas em estado de estresse e depressão. Os orientais praticam a meditação há milênios e agora os seus efeitos estão sendo estudados pelos maiores cientistas do mundo ocidental. Gilberto Dimenstein nos diz em seu artigo:

“Estão conseguindo fazer aqui em Harvard a união das crenças milenares do budismo com a neurociência, mostrando como a meditação altera áreas do cérebro e produz bem-estar: menos ansiedade, depressão e dores crônicas. E até menos propensão à obesidade.
Submeteram 2.250 universitários a testes de ressonância magnética, depois de passarem por exercício de meditação. As imagens exibiram ampliação nas áreas do cérebro associadas à memória, à aprendizagem e ao equilíbrio emocional e redução daquelas ligadas ao estresse.
Essa química entre um conhecimento de 2.500 anos com neurocientistas e psiquiatras, munidos com máquinas que detalham o funcionamento do cérebro, reflete a inquietação dos cientistas diante da epidemia de ansiedade, traduzida no consumo crescente de remédios.”

Segundo Dimenstein, Ronald Siegel, professor de psicologia de Harvard nos ensina técnicas simples de meditação, como por exemplo “caminhar de um jeito diferente”. Em seus ensinamentos, Ronald Siegel “se concentra em cada passo e observa como o movimento produz reações em seu corpo. Deixa-se entregar ao vôo de um passarinho, à brisa que bate em seu rosto ou aos risos de uma criança brincando no parque, sempre observando como cada coisa se passa dentro dele. Estar presente de fato, não fugir da realidade, é um jeito de moldar o cérebro para as adversidades, diz o professor. Estar presente não significa, acrescenta, sentir só a brisa no rosto num dia primaveril, mas não fugir do sofrimento”.

Acrescento aqui o depoimento de Eliana Andrés, professora de Yoga em Belo Horizonte:

“Em 2005 fui convidada pelo doutor Cid Veloso a ministrar a “Oficina de Yoga” no VI Congresso Nacional da Rede Unida, no Campus da UFMG, em Belo Horizonte.
Ofereceram-me uma tenda branca, espaço suficiente para desenvolver um trabalho de prática de Yoga para grupos pequenos.
O Congresso atendia a um público relacionado à área de saúde e no intervalo entre palestras e as outras atividades da programação, foi dado ao participante a possibilidade de usar aquele espaço. Ali desenvolvemos seqüências de asanas (posturas), prãnãyãmas (exercícios respiratórios), relaxamento e práticas de meditação, de acordo com a necessidade de cada um.
A experiência das pausas no trabalho, num ambiente silencioso, onde as pessoas tiram o sapato, movimentam a coluna vertebral, ou simplesmente permitem ao corpo uma postura que alivia o peso sobre os pés, parece sem importância.
A receptividade das inúmeras pessoas que experimentaram aquela vivência durante 3 dias, demonstrou o contrário.
Para mim, aquela foi uma experiência inesquecível, inovadora, exemplo a ser estendido não somente a Congressos e repartições públicas, mas a todos os locais de trabalho.”

*Fotos de Maria Helena Andrés e internet

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