Artista plástica, ex-aluna de Guignard. Maria Helena Andrés tem um currículo extenso como artista, escritora e educadora, com mais de 60 anos de produção e 7 livros publicados. Neste blog, colocará seus relatos de viagens, suas reflexões e vivências cotidianas.
segunda-feira, 18 de março de 2013
ARTE E EDUCAÇÃO I
Para considerarmos a arte como a grande construtora da paz no mundo,
teremos de estudá-la sob o ponto de vista de seus valores educativos.
Herbert Read mostra-nos a influência do meio sobre o desenvolvimento da
consciência do ser humano. Isso nos indicaria também a necessidade da arte na
educação para despertar essa consciência. Uma educação que visa apenas ao
acúmulo de conhecimentos ou à repetição de fórmulas do passado seria uma
educação fragmentada. Não atingiria o desenvolvimento da criança sob todos os
seus múltiplos aspectos. O acúmulo de conhecimentos teóricos, não vivenciados,
permite apenas uma visão parcial. Para haver compreensão total, é necessário
viver o aprendizado e percebê-lo de forma global. O papel de educador assume um
caráter de constante humildade diante do novo que desperta. A criança tem sua
própria individualidade e não pode ser moldada de acordo com normas. Desta
forma, o desenvolvimento da consciência, feito com o auxílio da arte torna-se
um processo natural de crescimento. O conhecimento do corpo nos faz conscientes
de nossa realidade mais profunda. Sentimos que estamos unidos a tudo o que
existe, percebemos o nosso relacionamento com os animais, as pessoas e a
natureza. O corpo é o primeiro instrumento de conscientização. O movimento do
corpo traria como conseqüência o movimento das mãos, que funcionam como
intermediárias entre a mente, o físico e as emoções.
Na educação pela arte, as mãos ocupam um lugar de grande importância,
pois permitem o extravasamento imediato dos símbolos do inconsciente, aflorados
através de formas, cores e sinais gráficos. As projeções da criança, seus
primeiros contatos com a família e a sociedade são revelados em sua arte. A
criança não consegue se esconder em seus desenhos. Mostra-se totalmente,
deixando-se expandir sem reservas; seja no desenho, na pintura, na modelagem ou
na construção espacial, a criança está diretamente revelando o seu mundo. Todas
as atividades não verbais estão em contato direto com as emoções, os
sentimentos e o intelecto, o que permite trazer à tona alguma coisa daquilo que
a palavra não pode atingir.
A educação pela arte desperta na criança, no adolescente e no adulto
aquilo que ele tem de positivo e com isso contribui para o seu equilíbrio como
pessoa humana.
*Fotos de Luiz Cruz
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sábado, 23 de fevereiro de 2013
FOLIA DE REIS, SRI AUROBINDO E EDUCAÇÃO INTEGRAL
No início
de 2013 passei alguns dias em Brasília. Logo no nosso primeiro dia ali, tivemos
a oportunidade de participar de um evento que se realizava na casa de Yara
Magalhães, uma senhora do Ceará que se estabeleceu em Brasília na década de 90.
Sua casa,
com uma sala ampla, apropriada para receber pessoas, está periodicamente aberta
ao publico interessado em cultura, arte, folclore e educação. No dia 6 de
janeiro, comemorou-se a Folia de Reis, ou Folia da Paz, da qual participam
artistas dos Bordados Dumont, da Casa de Agostinho da Silva, dos Tambores do
Paranoá e de Martinha do Coco. Esses grupos se reúnem para celebrar o Natal,
Reis e Pentecostes, trazendo a mensagem de paz para os participantes.
Houve a
alegria contagiante da dança de roda em torno da fogueira, com as pessoas de
mãos dadas, cantando as canções mais conhecidas, tais como Calix Bento e outras
canções de domínio público.
O calor
era transmitido pelas mãos dadas e pela fogueira no centro da roda, que
levantava estrelas de fogo sobre terreno de terra. Lá no alto, as estrelas
também pareciam participar daquela energia coletiva de comunicação e paz.
A paz
pode e deve ser transmitida em silêncio ou cantando uma canção coletiva, mãos
dadas por onde percorre a mesma energia de solidariedade e amor.
“Isto não
é uma festa como outra qualquer, é uma celebração, uma performance. Todos
juntos celebramos a união dos povos e a paz do mundo” . Com esse pensamento eu
pude perceber as pessoas e conhecer os cantores, os músicos, as bordadeiras, os
tambores...
Foi a
primeira impressão que tive de Brasília nesta viagem, uma impressão harmoniosa
abençoada pela festa de Reis. A folia de Reis, lá no interior de Minas Gerais,
é uma festa muito popular e reúne pessoas de diversos grupos sociais que
ensaiam o ano todo para se apresentarem com as famílias, maridos, filhos,
noras, sobrinhos. Saem de casa em casa cantando, como os trovadores de
antigamente.
Em
Brasília, vejo estandartes representando Jesus menino, anjos e outras figuras
bíblicas. O catolicismo incentivou a criação desses grupos que vieram de uma
tradição portuguesa e ainda vigoram até os nossos dias.
Yara abre
as portas de seu mirante porque acredita na união das pessoas em torno da arte.
Ela estuda as idéias de Sri Aurobindo e sempre está disponível para aprender e
divulgar o grande pensador indiano e gostaria de saber melhor o trabalho de
yoga integral de Sri Aurobindo. Forneci a ela dados sobre as minhas visitas às
escolas de Sri Aurobindo não somente em Pondicherry, como em Auroville, (cidade
Aurora) e em Delhi, no Sri Aurobindo Ashram.
Seguem aqui textos de Rolf Gelewsky, seguidor de Aurobindo e grande
educador e dançarino: “Educar é revelar, trazer para fora,
tornar patente o imenso potencial latente que aguarda as condições adequadas
para se tornar manifesto. É, segundo Aurobindo, extrair de si o melhor e
torna-lo perfeito para um uso nobre. Disso pode resultar uma vivencia tão
autentica e de tal força que desperte uma identificação cada vez mais profunda
do ser humano com seu caminho, um interesse cada vez mais total pela
humanidade, pela condição humana, pelo objetivo e destino de todos nos.” Educar
para o futuro, 1978 (adaptado).
Segundo Aurobindo, “educar, podemos dizer, significa
ajudar a acordar, ajudar a encontrar no próprio ser o ímpeto, a vontade de
movimentar-se e buscar e descobrir, de crescer, de progredir (...) significa
também aprender a lutar, aprender a intensificar a existência e cumpri-la com
decisão e consciência. Educar, basicamente é ajudar a assumir a vida; é levar o
ser a procurar e a aspirar à verdade, a sentir e chamar a luz e a força
encobertas nele mesmo; faze-lo perceber
a grande possibilidade que a vida é , o que com ela recebemos, e aprender,
conscientemente, a querê-la, vive-la , dá-la.”
“Privar o ser humano do que lhe é próprio e
característico, negar ou desconsiderar as oportunidades para a sua individuação
é “causar-lhe um mal permanente, mutilar o seu crescimento e deformar sua
perfeição. Isto é um ferimento à Nação que perde o benefício do melhor que um
homem poderia ter-lhe dado e é forçada, em vez disto, a aceitar algo imperfeito
e artificial, de segunda mão, superficial e comum.”
“Nós não
somos apenas aquilo que sabemos de nós, mas um imenso MAIS que não sabemos;
nossa momentânea personalidade é somente uma bolha sobre o oceano de nossa existência”.
*Fotos de Maurício Andrés e da internet
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
MEU ENCONTRO COM BENÉ FONTELES
Há muitos anos atrás, recebi um pedido vindo de Brasília, não sei se do Pierre Weil ou do Maurício, para hospedar um artista em minha casa no Retiro das Pedras. Esse artista é hoje o famoso Bené Fonteles, que naquele momento precisava visitar Belo Horizonte. Bené esteve em minha casa alguns dias, nem me lembro se foram semanas, mas, sua intensa criatividade ficou para sempre em minha memória. Bené, naquela época, além de escrever poemas, também recitava esses poemas para grupos pequenos, como nos antigos saraus.
Certo dia, voltando de Belo Horizonte onde estivera para acompanhar minha mãe, encontrei minha casa no Retiro toda iluminada e festiva. A sala estava cheia de amigos do Bené e ele, no centro da roda declamava suas poesias. Para mim foi surpresa e ao mesmo tempo admiração ver minha casa transformada em palco de teatro.
Hoje, vejo Bené em Brasília, na noite de Folia de Reis, acendendo a fogueira, carregando o estandarte, cantando e dançando. Continua a mesma pessoa, cheia de vida e grande ternura para com o ser humano. Bené é um artista de muitas facetas e tanto produziu obras nas tradicionais telas como todos nós pintores, como também transgrediu as normas e hoje realiza trabalhos no campo ampliado da arte contemporânea. Usa materiais diversos, peças de ferro, de carro de boi, corais sobre tecelagem indígena, couro de ovelhas, conchas, ferramentas, vasos, cerâmicas, esculturas de Buda e dos Orixás, coletados ao longo do tempo e organizados em forma de memória.
Bené ampliou seu campo para instalações e no centro dos objetos coletados declamava seus versos. No Museu de Arte de São Paulo, em cima de um tablado, todo vestido de branco, Bené declamava seus versos, como no tempo em que nos encontramos na minha casa, no alto das montanhas do Retiro das Pedras.
Reencontrar Bené em Brasília, cercado de amigos, foi um grande prazer e me foi possível constatar o fato de que o artista é e sempre será uma voz que clama muitas vezes no deserto, mas que sempre está abrindo caminho para o novo, o não dito, o ainda não experimentado. Ele transgride a sociedade sem agredi-la, pode se cercar de admiradores ou ser rejeitado, mas está sempre aberto para novas aventuras.
Abrir caminho para as gerações futuras mostra que a poesia, o teatro, a música, os tambores indígenas e os cocares coloridos são aspectos múltiplos da grande arte que se manifesta na vida, nos grupos folclóricos e nas rodas infantis. Tudo isto é vida e a vida para Bené merece ser vivida.
*Fotos de Mila Petrielo e Maurício Andrés
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
ARTE ABSTRATA, COSMOS E ECOLOGIA
Recebi de Maurício um texto sobre a afinidade da
arte abstrata com a realidade mostrada pela ciência contemporânea que reproduzo
abaixo:
“Neste século XXI a humanidade se defronta com
temas de grande abrangência nunca antes enfrentados. As mudanças climáticas
trazem eventos extremos de secas, enchentes, furacões intensos e frequentes, com
repercussões vitais para a segurança alimentar e a qualidade de vida. Há uma
acelerada transformação do planeta que exige uma percepção sensível,
conhecimento e capacidade de adaptação.
As tecnologias espaciais e de comunicação global
permitem visualizar a Terra com a visão dos astronautas, que escaparam da
biosfera e passeiam no cosmos. Com o apoio de telescópios potentes, tais como o
Hubble, é possível estudar e conhecer as dimensões do universo e das galáxias. O macro mundo dos astrônomos apresenta imagens
abstratas. É outra dimensão da realidade, cósmica, dinâmica, com suas linhas
curvas, espirais das galáxias, cores, as explosões do cosmos. Da mesma forma,
na escala do micro mundo, os microscópios visualizam dimensões mínimas da
realidade, que também apresentam formas abstratas. A física quântica mostra um
universo distinto, não concreto, não sólido – fluido, abstrato, porém muito
real. Trata-se de uma dimensão essencial da realidade, invisível a olho nu,
perceptível por meio de instrumentos, tais como telescópios e microscópios, que
permitem penetrar no âmago da matéria e escapar do mundo das aparências sensorialmente
percebidas.
A arte abstrata está em sintonia com essa percepção
contemporânea da ciência e transcende o realismo figurativo ou o mecanicismo
concreto. Há várias formas de arte abstrata. O abstracionismo informal difere
do realismo
socialista, que focaliza a realidade visível a olho nu, a matéria percebida
pelos sentidos e valoriza o aspecto social, a figura humana e o seu contexto.
Também se diferencia da arte concreta, que valoriza a geometria, a construção mental da realidade. O
concretismo corresponde a uma etapa da civilização que valorizou as máquinas, a
engenharia, um mundo que se urbaniza e industrializa rapidamente. Já o
abstracionismo informal valoriza as configurações cósmicas e atmosféricas do
macro universo e as configurações encontradas no micro mundo das células,
átomos, bactérias.
O artista abstrato tem o grande mérito e a
capacidade de buscar a essência da realidade e visualizar aspectos do micro e
do macro universo, para além das aparências, difíceis de serem compreendidos
pelo cidadão mediano, que percebe com seus sentidos a realidade imediata, mas
que é pouco sensível a outras dimensões.
O abstracionismo lida com realidades presentes nas escalas
micro e macro do universo.
O abstracionismo informal tem um
significado especial nesse momento em que o universo é explorado e melhor
conhecido, e a dimensão cósmica da realidade se torna mais próxima e visível. As
paisagens aéreas das nuvens no céu, com suas formas fluidas e dinâmicas também são uma
dimensão da realidade cada vez mais merecedora de atenção e de observação pelos
cientistas, no mundo atual que se encontra às voltas com as mudanças climáticas. As variações de cores nos céus e
a dinâmica das nuvens estão presentes nas paisagens atmosféricas dos céus de
Minas, e também inspiram artistas abstratos.” (Maurício Andrés)
Fotos: Maurício Andrés, telescópio Hubble e Wikipedia
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domingo, 30 de dezembro de 2012
BIENAL UNIVERSITÁRIA DE ARTE
A Bienal Universitária
de Arte, organizada pela Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais e
Escola Guignard, tendo como curadores o s professores Fabrício Fernandino,
Benedikt Wierz e Marília Andrés Ribeiro, apresentou, durante o mês de novembro
de 2012, no grande Espaço 104, na Praça da Estação em Belo Horizonte, uma
mostra coletiva de trabalhos com a participação de estudantes universitários de
diversos pontos do Brasil e da América Latina.
Visitamos a exposição
num dia de chuva, penetramos devagarinho naquela catedral de arte, onde a nave
central era circundada por diversos nichos, com manifestações artísticas das
mais variadas tendências: fotografias, desenhos, pinturas, esculturas,
cerâmicas, instalações e performances.
A arte contemporânea
permite a apreciação de uma multiplicidade de tendências, linguagens e
expressões artísticas. Não existe um conceito político ou religioso a ser
defendido, apenas o direito de criar com liberdade e colocar para o público
alguma experiência escondida nos subterrâneos da memória.
Procuramos nos
aproximar dos artistas residentes, que vieram do Brasil e da Argentina, e ali
estavam reunidos. Fomos colhendo depoimentos sobre os seus trabalhos.
Bruno Oliveira, que
veio de Curitiba, nos dizia: “Trabalho com esculturas moles, de tecido, a
partir das quais proponho uma reflexão sobre o espaço e o exercício de expor. O
trabalho é norteado pelo pensamento sobre a relação entre a obra, o espaço e o
público”.
Paul Setubal, que
estuda na Universidade de Goiânia, fez o seguinte depoimento: “É uma série de
trabalhos que evoca questões políticas e sociais da vida contemporânea através
da história do Ciclo do Ouro em Minas Gerias. Criei uma série de “ouros falsos”
e apliquei um golpe com marreta nas peças, simbolizando toda a violência
daquele período e de hoje”.
Victoria Ruiz Diaz,
pertencente à Universidad Del Litoral, na Argentina, construiu um livro de
artista da série “De otros mundos” a partir de
desenhos de lâminas científicas e de mundos inventados. “Animais e
plantas da fauna e flora do Brasil se
transformam em seres híbridos para criar um outro mundo que é plasmado num
livro de pequeno formato”.
Leonardo Gauna,
estudante da Universidad de La Plata, criou o projeto “Ventanas”, que são
desenhos sobre os vidros das janelas. “O projeto busca resignificar o espaço
cotidiano, urbano e arquitetônico, com as ilustrações”.
Ana Clara D’Amico,
também da Universidad de La Plata, inventou o projeto “Sabrosa Diversidad”, que
consta de uma instalação feita com moldes de pequenas esculturas criadas a
partir das impressões bucais das línguas das pessoas de Belo Horizonte e da
Argentina. “O trabalho tem a intenção de refletir sobre a identidade sexual e a
anomalia que se apresenta como resultado de uma construção social. Ele se
refere também à comunicação e à dificuldade de expressão, gerando uma mescla de
culturas, sexos, idiomas, desejos e gêneros, numa eterna construção”.
Naquele espaço de
criação que se transformou o Espaço 104, durante a Bienal Universitária, os
estudantes criaram suas obras, experimentaram o entorno, trocaram experiências,
colheram impressões e dialogaram com os colegas, os curadores e o público
visitante. Foi uma oportunidade de
trabalharem a criação e a exposição da obra durante o evento. A Bienal
Universitária, por seu caráter inovador na formação dos estudantes, tornou-se
um marco na extensão universitária brasileira.
*Fotos de Marília
Andrés
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
UAKTI E BEATLES
Nas décadas de 1970 e 80, eu
tinha meu atelier em BH na garagem da casa de minha mãe. Ao lado, no porão da
mesma casa, o grupo UAKTI ensaiava suas músicas. Eu escutava os acordes, me
embalava naqueles sons criativos, que muitas vezes me conduziam a vôos mais
altos na pintura. Naquela ocasião eu pesquisava o cosmos e me abria para as
filosofias da Índia. Encantava-me
perceber a ligação da pintura com a música e sentir o papel da arte no
despertar do século XXI, unindo oriente e ocidente.
Os Beatles, rompendo
preconceitos, seguiram o caminho das Índias. Deixaram o conforto de Londres
para se dirigirem ao Oriente, buscando uma linguagem mais abrangente para sua
música. Meditando à beira do Ganges, perceberam a grandeza de sua proposta de
paz e chegaram com uma renovação completa da música contemporânea.
A apresentação do CD UAKTI x
BEATLES aconteceu no Palácio das Artes em Belo Horizonte , a
platéia superlotada com os apreciadores dos dois grupos musicais, vindos de
terras diferentes, mas unidos no mesmo objetivo de criação.
A melodia dos Beatles se
entrosava perfeitamente com os tambores, flautas, marimbas, chocalhos,
proporcionando um espetáculo de grande beleza e suspense.
Marco Antônio Guimarães subiu
ao palco e apresentou sua trajetória e sua admiração pelos Beatles, desde a
infância.
Os Beatles são ícones
internacionais e estimularam a criatividade de muitos artistas. Eu mesma, num
intervalo de muitas abstrações, dialoguei com os sons que me vinham da
vizinhança do UAKTI e criei na minha fase de arte coletiva, um quadro a 4 mãos
cujo tema era o famoso grupo inglês. Agora acompanho o espetáculo que se
desenrola no grande teatro do Palácio das Artes, me emocionando a cada passo e
a cada encontro. No final do espetáculo, que contou com a participação de
Regina Amaral e Josefina Cerqueira, esposas de Artur e Paulo, uma surpresa: os
filhos dos músicos foram chamados ao palco e se apresentaram cada um por sua
vez. Alexandre e Artur criaram um duo sobre
a canção "Black Bird".
Assistimos a apresentação da
filha de Décio Ramos tocando percussão e da filha de Paulinho Santos cantando
Yesterday.
Foi de grande importância a
apresentação dos filhos dos músicos e veio constatar o fato de que a arte vai
se prolongando no tempo e criando novas
mensagens e caminhos.
Lembro-me de uma homenagem a
George Harrison com a presença do músico indiano Ravi Shankar. A jovem filha de
Ravi regia a orquestra e o filho de George Harrison tocava guitarra. A arte
promove cada vez mais este encontro de grupos diversos e etnias diferentes, nos
grandes palcos do mundo e também nos pequenos repertórios. A grande síntese
está acontecendo e pode ser vista em cada cena que se desenrola espontaneamente
na criação dos artistas.
O caminho para a realização
da unidade planetária e unidade cósmica ultrapassa países e raças para se manifestar
de forma intensiva através de todas as artes, de modo especial a música.
Transcrevo aqui trechos da
reportagem de Cinthya Oliveira do jornal HOJE EM DIA sobre o show UAKTI-
BEATLES
“O desejo de registrar um
trabalho de homenagem aos Beatles é algo natural para um músico, segundo o
percursionista Paulo Sérgio Santos. “Todo mundo tem um momento de visitar a
obra dos Beatles. É uma influência que todo músico teve em sua vida, seja
melódica ou harmônica”, afirma Santos.
A idéia do projeto partiu do arranjador Marco Antônio Guimarães, um fã dos Beatles desde a juventude, quando chegou a ter uma banda cover dos ingleses.
Ele passou cerca de um ano trabalhando na adaptação das músicas para a peculiar sonoridade do Uakti. “Tive que respeitar bem a melodia porque, quando se adquire os direitos autorais, há uma exigência de que a música não pode ser muito modificada”, diz Guimarães, que selecionou as composições de que mais gostava e as que funcionavam melhor com os instrumentos do grupo.”
A idéia do projeto partiu do arranjador Marco Antônio Guimarães, um fã dos Beatles desde a juventude, quando chegou a ter uma banda cover dos ingleses.
Ele passou cerca de um ano trabalhando na adaptação das músicas para a peculiar sonoridade do Uakti. “Tive que respeitar bem a melodia porque, quando se adquire os direitos autorais, há uma exigência de que a música não pode ser muito modificada”, diz Guimarães, que selecionou as composições de que mais gostava e as que funcionavam melhor com os instrumentos do grupo.”
Fotos de Sylvio Coutinho e de
arquivo
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
NUNO RAMOS
Contemplo o trabalho do artista contemporâneo Nuno Ramos.
Peço uma cadeira para sentar e ficar quieta, simplesmente olhando para aquela
seqüência de triângulos que se justapõem, de formas geométricas em terceira
dimensão. Sombras e luzes, pretos e brancos, reflexos no espelho d’água onde as
formas submergem. A arte contemporânea permite o uso do espaço para construir e
realizar memórias escondidas nos subterrâneos do inconsciente. Foi justamente
realizando e concretizando essas memórias que Nuno Ramos produziu, com o
auxílio fundamental do arquiteto Alen Roscoe um trabalho de grande impacto.
“Pare e olhe, não fique se dispersando em conversas. Pare ,
olhe, observe, sinta o presente em toda a sua beleza e intensidade.”
Estas palavras me vêm de dentro, é necessário chegar até o
trabalho do jovem artista Nuno Ramos com total despojamento de idéias
pré-concebidas. Sentar e contemplar foi o que fiz e o significado da obra foi
me despertando momentos de reflexão. O primeiro toque me sugeriu serenidade e paz,
uma paz originada, não da sugestão do conteúdo, mas da forma. Conteúdo e forma
são importantes na realização de qualquer trabalho de arte, mas o que me tocou
logo de início foi a harmonia dos triângulos e retângulos, das sombras e luzes.
A demolição de 3 casas motivaram o
artista a produzir essa obra monumental. Veio do sofrimento, da perda, do
sentimento de compartilhar a dor, de transmutá-la e transformá-la em arte, como
uma flor de lótus que emerge do lodo. Esses momentos de vida são importantes se
vivenciados em toda a sua intensidade. Conduzem o artista a uma criação que se
liga intrinsecamente à sua própria vida, suas memórias e experiências. Na obra
de Nuno, exposta na Galeria Celma Albuquerque, senti o impacto da transmutação e
superação de uma experiência dramática vivida pelo artista.
Sobre a experiência artística,
temos uma página admirável do grande poeta que foi Rainer Maria Rilke:
"Versos não são, como tanta gente imagina, simplesmente sentimentos - são
experiências: é preciso ver muitas cidades, homens e coisas, conhecer o vôo dos
pássaros e o gesto das flores, quando se abrem pela manhã; voltar em pensamento
aos caminhos das regiões desconhecidas, aos encontros inesperados, às
separações já de longe previstas, às doenças da infância carregadas de
profundas e graves transformações, aos dias fechados ou de sol, às manhãs de
vento ao mar, às noites de travessia e de fuga. E tudo isto não basta. É
preciso, também, as memórias das vivências passadas e mesmo estas não bastam.
Pois é preciso também saber esquecê-las, quando são muitas, e ter-se a imensa
paciência de esperar que voltem novamente. E, quando então tudo tiver retornado
dentro de nós, como o sangue, a brilhar e a gesticular sem se distinguir de nós
mesmos, só então pode acontecer que, na hora rara, a primeira palavra de um poema
se levante no meio daquelas experiências e delas prossiga."
*Fotos da internet
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
VIMALA THAKAR
Já conhecia através de livros o pensamento dessa grande
instrutora indiana, mas somente em 1993, tive a oportunidade de conhecê-la
pessoalmente.
Vimala mora em
Mount Abu , no estado do Rajasthan, e durante muitos anos,
percorreu vários países do Ocidente, transmitindo seus ensinamentos através de
palestras. Em 1993, quando a conheci, ela não viajava mais para fora do país,
mas recebia os visitantes com o maior carinho.
Pessoas chegam de diversas partes do mundo para este recanto
isolado de Mount Abu. Suas palavras têm o tom incisivo de Krishnamurti, de quem
sofreu influência, mas agora seu estilo tem características próprias.
No livro “Vimalaji on
Intensive Self Education”, Vimala nos mostra o caminho da auto-educação, desde
a observação do nosso dia-a-dia caótico, até alcançarmos um estilo de vida meditativo
plenamente consciente da Totalidade.
Sadhana é o processo de purificação através do qual
compreendemos a Realidade, a Essência da Vida. É necessária uma purificação nos
níveis físico, emocional e mental. É importante criarmos um ritmo em nosso
dia-a-dia, levando em conta as horas de sono, a alimentação equilibrada em
horários definidos e o uso comedido da palavra.
Todas as atitudes negativas da mente, tais como a ansiedade,
a auto compaixão, a inveja, o medo e o ciúme, devem ser observadas no momento
em que surgem, sem deixar para serem analisadas intelectualmente mais tarde. É
importante observar como essas atitudes negativas consomem a energia vital.
A indulgência em relação ao negativismo obscurece por
completo a mente. A mente perde energia pensando no passado e se preocupando
com o futuro. Quando queremos ser nossos próprios educadores devemos colocar
prioridades em nossa própria vida. De modo geral perdemos energia em coisas
secundárias, desnecessárias, e isso nos conduz a um cansaço inútil no final do
dia. Uma pessoa emocionalmente perturbada não poderá ter um sono profundo.
A auto-educação tem início na observação de como estamos
usando a energia e, a partir daí, aprendemos a não desperdiçá-la. Tudo isso nos
leva a usar a nossa mente com mais responsabilidade.
Vimala nos propõe uma prática diária de sentar em silêncio,
a fim de aprendermos a educar os sentidos. Aconselha a escolha de um local
reservado, um horário definido diariamente, roupa adequada, estômago vazio.
Devemos dar importância à postura, mantendo a coluna reta, e observar a
respiração. Segundo Vimala Thakar, a meditação não é um estado de concentração
nem um estado de transe. Na meditação, há uma cessação voluntária de todos os
movimentos mentais.
Devemos manter uma relação amistosa com a própria mente,
observando-a sem julgamentos. Só assim podemos alcançar o estado de silêncio
inocente. Uma certa atitude de humildade deve acompanhar esse aprendizado, para
se alcançar a percepção pura, livre das reações mecânicas do nosso ego.
Podemos chegar ao estado em que existe somente a percepção
pura, sem a divisão entre o observador e o objeto observado. Se no decorrer
dessas práticas aparecerem fenômenos psíquicos tais como telepatia,
clarividência ou premonição, devemos apenas observá-los, mas não nos prendermos
a eles.
Compreendemos que todos os seres humanos, a natureza e os
animais são regidos por uma força que podemos denominar “Inteligência
Universal”. Se nos colocamos numa atitude de relaxamento, sem expectativas, com
fé e humildade diante dessa força e mantendo o silêncio interior, estaremos
permitindo que a Energia Universal flua por todo o nosso Ser.
O nosso encontro com Vimala foi de extraordinária beleza.
Parecia que a conhecíamos há muitos anos, pois um sentimento de empatia nos
envolveu. Quando encontramos uma pessoa que percorre um caminho semelhante ao
nosso, o relacionamento flui naturalmente, sem esforço ou resistência,
despertando um sentimento de Alegria e Amor.
Fotos da internet
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012
RAMAKRISHNA
As cores do poente destacam a silhueta do templo de Ramakrishna, em Bangalore, enquanto vozes masculinas e femininas entoam o cântico vespertino.
Um jovem sannyasin roda o turíbolo com o fogo sagrado, em atitude de reverencia.
Ramakrishna também foi um desses jovens. Viveu na Índia nos fins do século passado, era um devoto da divina Mãe Kali e com ela conversava diariamente.
Reconhecido pelo povo como Encarnação Divina, Ramakrishna fundou uma ordem para propagar seus ensinamentos e a unidade de todas as religiões.
Na Índia, a pessoa iluminada entra em contato com energias superiores e se torna Um com o Deus Pessoal e Impessoal. Ramakrishna teve a mesma experiência em todas as religiões, tornando-se Um com Cristo, Buda, Maomé, a Divina Mãe e outros Avatares. Falou com a autoridade de quem realmente se elevou acima da densidade da terra e entrou na imensidão da energia Divina.
Através dos ensinamentos de Ramakrishna e Vivekananda, comecei a me interessar por Yoga, na década de 70, e senti desde o inicio uma ligação muito forte com esse mestre indiano e seu discípulo Vivekananda. A minha busca holística encontrava ressonância na atitude do mestre em não aceitar nada sobre autoridade de segunda mão. Ele sempre quis conhecer a Verdade diretamente.
Praticou como investigador cientifico todas as grandes religiões do mundo, obedecendo seus rituais e realizou o estado de comunhão com Deus em todas elas.
Ramakrishna abriu caminho para o encontro ecumênico de todas as religiões. A realização de Deus, ou o encontro com o Absoluto, depende unicamente de uma sincera busca espiritual.
“Revela-te em meu coração” é o mantra a ser repetido para se alcançar a revelação do Deus pessoal, seja ele Cristo, Buda, Maomé, Krishna, Ramakrishna ou a Divina Mãe. O encontro com o arquétipo da Divindade gravado no coração do Ser é o primeiro passo para a Realização do Deus Impessoal sem forma, sem nome. Mas, se a pessoa se apegar à experiência do Deus pessoal é impedida de alcançar a Consciência Universal. Ramakrishna era profundamente ligado à Divina Mãe Kali. “Tome a espada do discernimento e me corte ao meio”, ordenou-lhe a deusa. Assim fez Ramakrishna para alcançar a realização do Imensurável que existe além de todas as formas.
Ramakrishna alertava seus discípulos que os poderes psíquicos e o poder de curar são obstáculos na senda da conquista da Consciência Divina. A realização de Deus é um caminho direto, sem desvios.
Um dos grandes discípulos de Ramakrishna , Swami Vivekanada, introduziu o Vedanta para o mundo ocidental, quando participou em 1893 de um congresso de religiões em Chicago, nos Estados Unidos.
A clareza de sua palavra causou a mais profunda admiração entre os presentes.
Fotos de arquivo e da internet
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
A CONQUISTA DO ESPAÇO
“A sonda norte americana Voyager 1, lançada em 5 de setembro
de 1977, entra em um mundo até agora inexplorado, ultrapassando os limites do
nosso Sistema Solar. Faz 35 anos que ela deixou a Terra e,a mais de 18 bilhões
de km de nosso planeta . A Voyager 1 está prestes a se tornar o primeiro objeto
de fabricação humana a ultrapassar esse limite e alcançar o espaço
interestelar. Carrega um disco chamado “Voyager Golden Record” contendo imagens
e sons representativos da história de nosso mundo: um gráfico com a posição da
Terra no espaço, a estrutura do DNA, sons
de animais, uma seleção musical e ainda mensagens em 55 línguas
diferentes.” (Jornal Hoje em dia,
6/9/2012)
Relembro a minha fase de pintura espacial, realizada nos
fins da década de 60, em meu atelier em Belo Horizonte. Em
1969, quando Neil Armstrong pisou na lua pela primeira vez, eu inaugurava uma
exposição desses quadros no Rio de Janeiro. A semelhança das fotos publicadas
pela mídia celebrando o evento, com meus quadros espaciais, despertou a atenção
de jornalistas que foram me entrevistar sobre aquela coincidência.
Transcrevo
algumas críticas da época sobre a minha fase espacial:
“O artista é o grande pioneiro, como sempre foi, da
conquista universal. Quantas vezes descemos em Vênus com um poema? Quantas
atmosferas foram criadas com a matéria pictórica, quantos azuis transpassados.
E tudo num ato de amor, num vôo, num desejo panorâmico de ver, conhecer e
habitar de felicidade.
Um destes artistas é a mineira Maria Helena Andrés, que
exporá dia 5 na Galeria do Copacabana Palace, e que marca a primeira exposição
de temas interplanetários”. (Walmir Ayala
em “Os engenhos voadores”, Jornal do
Brasil, Rio de Janeiro, 2 de agosto de 1969)
“Maria Helena Andrés, sobretudo
em suas grandes telas, com domínio perfeito da técnica, espatulada, organizada
e rítmica, obtém efeitos de grande beleza cromática. São aparentes suas
referências dramático-poéticas, de naves naufragadas ou aviões estraçalhados no
espaço.”(Aracy A. Amaral, São Paulo, 1968)
“Maria Helena Andrés andou
sempre adiantada em sua época, desenhando, pintando, escrevendo coisas que
sequer seus contemporâneos pensariam ou acreditariam, tais como suas naves e
viagens interplanetárias. Dessas viagens pelo onírico às viagens reais pelo
mundo, levou e trouxe conhecimentos que, numa troca de valores, consolidaram
sua estatura de intelectual e artista, e uma filosofia de vida singular. Tem
lugar definido nas artes plásticas do nosso país e é orgulho de todos nós.” (Mari’Stella
Tristão, Estado de Minas, 1988)
“Por volta de 1964, Maria Helena Andrés, fundindo o
significado simbólico das embarcações com chamamentos diretos da
contemporaneidade, passou a figurar, na mesma crescente diluição quase
abstrata, máquinas voadoras num universo de sonho e luminosidades metálicas.” (Roberto
Pontual, Rio de Janeiro)
“Há muito familiarizada com os
temas que sugerem caminhadas espaciais e aeronaves passeando o céu, a artista
obtém na monumentalidade mural, um extraordinário efeito. Sobre uma imensa superfície
azul repousa uma viagem. O percurso taticamente mantido sem insinuações
explícitas, estabelece a possibilidade vital do vôo criativo. O público
caminhará à esteira do sonho.” (Celma Alvim, apresentação do catálogo da
exposição de pinturas realizada na Sala Manoel da Costa Athaíde, Museu da
Inconfidência em Ouro Preto ,
Fevereiro de 19)
“Há uma longa fase de sua
pintura em que os barcos, navios, se tornaram bastante visíveis. Depois, por
volta de 1964, ela passou a figurar máquinas voadoras hoje cristalizadas numa
pintura que se pode chamar de “figuração científica”, pois refletem a
preocupação da artista pelos últimos acontecimentos da “era espacial”: os
cosmonautas chegando à lua. Toda esta pintura reflete um temperamento sonhador,
talvez um tanto romântico, com projeção de estados oníricos”. (Márcio Sampaio, “Maria Helena Andrés: Arte vivida dia
a dia”, Revista Minas Gerais - Ano 1, nº
1, Belo Horizonte, março/abril de 1969)
*Fotos de arquivo e da internet
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
ECOPPAZ
A Ong
Ecoppaz (Ecologia pela Paz) surgiu a partir da consciência de um grupo de
alunos da oficina de Cultura Ambiental e Cultura de Paz, coordenada pelo
arquiteto e ambientalista Mauricio Andrés Ribeiro, no I Festival de Inverno de
Entre Rios de Minas, em 2006. O grupo, formado por professores da rede escolar,
estudantes e ativistas ambientais, elaborou naquela ocasião um documento com
uma pauta de questões relevantes para aquele município mineiro, como o
abastecimento de água, o lixo e o esgoto, o desmatamento, a erosão de solos e
voçorocas, a extração de areia, a proteção do patrimônio edificado e dos
quintais, além da geração de ICMS ecológico e sua destinação.
A Ecoppaz
tem como missão defender e promover o desenvolvimento sustentável em busca do
equilíbrio ecológico entre todos os seres, visando a ética, à paz, à cidadania,
aos direitos humanos e a outros valores universais.
Dentre as
ações recentes da Ong destaca-se a aprovação da Serra do Gambá (situada nos
municípios de Entre Rios de Minas e Jeceaba) como Unidade de Conservação Estadual
– Monumento Natural.
A Ong propõe
também ações relacionadas à proteção, revitalização e uso adequado de córregos,
tanto na zona urbana quanto na zona rural do município de Entre Rios, visando melhoria
na qualidade de vida das populações ribeirinhas e adjacentes.
A Ecoppaz
realizou nos últimos dois anos atividades de educação ambiental em escolas, não
somente de Entre Rios de Minas mas também do município de Congonhas. Neste último
integrou em 2011 a
proposta do Projeto Aya (Arte / Yoga / Ambiente) às suas ações, realizando
inclusive junto aos alunos, o plantio de árvores na área de lazer da Escola
Municipal José Cardoso Osório.
*Fotos de
Maria Aldina Oliveira Resende, Sarahy Fernandes e da internet
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
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